ensino superior no brasil

Entenda o mapa do ensino superior no Brasil e como atrair os jovens à graduação

Como está o ensino superior no Brasil? Elaborado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior), o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2019 traz dados relevantes sobre o setor e mostra que ainda há muito o que ser feito pela graduação no país.

Se considerada a população brasileira de 18 a 24 anos, apenas 17,8% estão matriculados em um curso de nível superior. Este número é considerado baixo, inclusive na comparação com países com o mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil.

Além disso, o Mapa do Ensino Superior no Brasil aponta uma diferença entre os perfis dos alunos de cursos presenciais e a distância. Com isso, verifica-se que a EAD contribui para a disseminação do conhecimento, mas não é a única solução para o problema da formação universitária no país.

Veja abaixo mais informações sobre o panorama atual da graduação no Brasil!

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Faixa etária dos alunos no ensino superior

Como mencionado, mais de 80% da população brasileira desta faixa etária está fora das instituições de ensino superior. Mesmo assim, são os jovens de 19 a 24 anos que predominam nos cursos presenciais, com 58,5% de presença na rede pública e 52,6% na rede particular.

Já, nos cursos a distância, a distribuição entre faixas etárias é mais igualitária com:

  • 21,9% de 19 a 24 anos;
  • 20,5% de 25 a 29;
  • 19,4% de 30 a 34, se levarmos em consideração a rede privada.

Estes dados comprovam que o ensino superior a distância é procurado por pessoas já inseridas no mercado de trabalho e que buscam melhorar o nível educacional.

Mas, ainda assim, fica o questionamento:

O que afasta os jovens do ensino superior no Brasil? E o que é preciso ser feito para reverter esta situação?

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Os principais desafios do ensino superior no Brasil

A crise econômica vivenciada no país, os altos índices de desemprego, a falta de crédito estudantil e o medo da inadimplência podem ser fatores que explicam a baixa adesão dos jovens ao ensino superior no Brasil.

Além da questão econômica, há outros fatores. A ausência de políticas públicas de inserção do jovem no ensino superior também pode explicar este baixo número.

Vale lembrar que a popularização de programas como o Prouni e o novo Fies fizeram crescer o número de pessoas no ensino superior, inclusive muitos jovens.

A busca por cursos técnicos de formação profissional também é outro fator que impacta na procura dos jovens pelo ensino superior no Brasil. Por falta de motivação e por necessidade de entrar no mercado rapidamente, muitos optam apenas por realizar o ensino técnico.

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Como reverter a situação atual no ensino superior?

A primeira medida que pode ser tomada pelas instituições de ensino é oferecer o próprio sistema de financiamento. Com planos de pagamento de longo prazo, o aluno pode ter a tranquilidade de concluir o curso e só depois quitar o saldo devedor.

Criar campanhas de incentivo à permanência do aluno é outra estratégia a ser adotada pela instituição de ensino. A falta de motivação para seguir estudando pode estar relacionada a problemas pessoais. E a participação da instituição neste momento pode ser crucial para ajudar o aluno.

Além disso, adotar a tecnologia na educação é peça chave para transformar o processo de aprendizagem e tornar o ensino mais dinâmico, interativo e fácil. O que ajuda a reter os alunos nas instituições de ensino superior.

Por fim, visitar locais que oferecem ensino técnico e mostrar as vantagens do ensino superior também é uma iniciativa. A ideia é apresentar os benefícios que a graduação pode proporcionar à carreira dos estudantes.

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O perfil das instituições de ensino

Rico em dados, o Mapa do Ensino Superior no Brasil traz informações sobre o perfil das instituições de ensino no país. Pela primeira vez, o estudo tem um capítulo destinado ao porte das instituições privadas. A classificação levou em consideração o número de matrículas.

As organizações com até 3 mil alunos matriculados foram analisadas como de pequeno porte. Este grupo representa 63% das 2.152 instituições particulares do Brasil.

  • As de porte médio têm entre 3 mil e 7 mil matrículas e são 10,4% do total;
  • As de grande porte somam entre 7 mil e 20 mil matrículas e são 9,7%;
  • As gigantes têm mais de 20 mil alunos matriculados e são 16,8%.

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Qual a importância da biblioteca digital?

Diante deste cenário de inúmeros desafios para o ensino superior no Brasil, as instituições precisam contar com ferramentas que ajudem a combater a evasão dos alunos.

Minha Biblioteca, por exemplo, é uma biblioteca digital que tem mais de 7 mil títulos acadêmicos de várias áreas do conhecimento, como Direito, Medicina, Administração, Engenharia, Pedagogia e outras. Os alunos podem acessar de qualquer dispositivo móvel com internet a qualquer hora do dia, facilitando os estudos e pesquisas.

Além de oferecer o conteúdo na palma da mão, a plataforma possui diversas funcionalidades, como:

  • Busca por palavra-chave;
  • Realce de cor;
  • Anotações;
  • Marcador de página.

Se a sua instituição de ensino ainda não conta com a Minha Biblioteca, entre em contato conosco e veja como a ferramenta pode colaborar para o aprendizado dos alunos.

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