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Ensino superior no Brasil: como melhorar a empregabilidade de jovens

A geração de conhecimento nos cursos de graduação vai além da oferta de conteúdos. As instituições de ensino superior no Brasil precisam repensar os processos de aprendizagem para efetivamente ajudar os jovens estudantes a saírem mais preparados e capacitados para a atuação profissional.

Assim, é possível aumentar as chances de conquistar um emprego no mercado de trabalho, tão disputado e concorrido atualmente. Vale destacar que os números sobre o nível de empregabilidade dos universitários são alarmantes.

Segundo o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), um em cada três formados no ensino superior no Brasil está desempregado. Ainda de acordo com o estudo, há um dado positivo, 55% dos concluintes em instituições privadas obtiveram uma promoção após terminar o curso.

Mas, se em tempos normais já é difícil para os universitários ingressarem no mercado de trabalho, imagine só em época de crise em decorrência da pandemia do coronavírus. Neste cenário, os mais jovens, entrando na sua área de atuação profissional ou prestes a entrar, são os mais afetados.

Ainda antes da pandemia, a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos, por exemplo, atingiu 27,1% no primeiro trimestre de 2020, conforme dados do IBGE. O índice está acima da média geral de 12,2% de desempenho no país no período.

Além disso, 1 em cada 5 jovens no mundo precisou parar de trabalhar por causa da pandemia, mostra o levantamento da Organização Internacional do Trabalho. E, para finalizar o cenário preocupante, o CIEE constatou uma queda de 25% nas contratações de estagiários e aprendizes nos primeiros quatro meses de 2020 e de 84% no número de vagas disponíveis em abril, em relação ao mesmo mês de 2019.

Então, o desafio que fica é como melhorar a empregabilidade de jovens, durante e depois da pandemia, com a atuação efetiva das instituições de ensino superior no Brasil. Vamos ver a seguir!

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Estratégias no ensino superior no Brasil para apoiar os jovens estudantes

Para reverter o contexto apresentado acima, os gestores educacionais e os professores precisam adotar novos métodos. Afinal, as instituições possuem um papel importante para facilitar e favorecer a inserção dos estudantes no mercado.

Assim, com a aplicação de diferentes estratégias, é possível promover uma melhor aprendizagem, desenvolver as competências necessárias para atuação profissional e auxiliar na capacitação dos estudantes.

Para isso, separamos boas práticas que os reitores podem incorporar nas instituições de ensino superior no Brasil. Confira:

1. Incentivar a continuidade dos estudos

Em primeiro lugar, principalmente no momento em que muitos estudantes estão com as condições financeiras fragilizadas, as instituições de ensino devem procurar formas de viabilizar a permanência dos alunos nos cursos de graduação. 

Só assim, o jovem estará pronto para ser mais competitivo no mercado quando houver uma retomada da economia e o mercado voltar a buscar os profissionais.

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2. Estimular a experiência profissional durante a graduação

O segundo ponto fundamental na busca dos alunos por vagas é ganhar experiência profissional durante o ensino superior. Existem diversas formas para isso, como estágios, trabalhos voluntários, temporários ou até projetos dentro das próprias instituições.

3. Trabalhar o desenvolvimento de competências 

As empresas buscam profissionais cada vez mais alinhados às suas necessidades com conhecimento técnico e competências comportamentais apropriadas. 

Logo, as IES devem fornecer opções de aperfeiçoamento de habilidades, tanto na formação acadêmica, como no domínio de idiomas por exemplo. Além disso, devem atuar na consolidação de comportamentos positivos, como liderança, trabalho em equipe, empatia, resiliência, organização, gestão do tempo e outros.

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4. Promover ações online e disponibilizar tecnologias

Com a quarentena e a necessidade de isolamento social, assim como o ensino superior no Brasil se adaptou ao modelo de educação a distância, a maioria das empresas passou a realizar contratações por meios digitais. 

Então, é importante que as IES ajudem os estudantes a se prepararem para entrevistas por videoconferência. Vale dar dicas de como se portar, como criar um ambiente adequado para participar do processo, o que falar, entre outros.

Outro ponto relevante aqui é que as instituições podem, por exemplo, auxiliar os estudantes com tecnologias para busca de vagas em empresas próximas.

5. Realizar lives e palestras com profissionais

Nada melhor para aproximar os estudantes do mercado de trabalho do que criar uma conexão com profissionais atuantes. Pode ser por meio de lives ou palestras online neste momento de pandemia e, no modelo presencial ou híbrido, com eventos ao vivo, como workshops.

Isso serve de apoio para engajar os alunos neste processo de inserção profissional e também possibilita que eles tirem dúvidas sobre o mercado de atuação.

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6. Disponibilizar serviços e modelos

Durante o ensino superior no Brasil, os alunos ainda não possuem as técnicas para criar um currículo diferenciado ou preparados para participar de entrevistas. Para isso, disponibilize modelos de currículos, programas para simular entrevistas, serviços de mentoria e outros recursos.

7. Aumentar o relacionamento com ex-alunos

Se conversar ou assistir a palestra de um profissional da área já é importante, imagina promover o relacionamento dos estudantes atuais com ex-alunos que estão atuando no mercado. Este contato pode ser a motivação e o conhecimento que faltavam para os universitários conseguirem o tão sonhado emprego.

8. Usar as metodologias de aprendizagem ativa

As metodologias ativas auxiliam e muito na formação de bons profissionais, já que os alunos se tornam protagonistas da aprendizagem e passam a ter uma postura ativa na construção do próprio conhecimento.

Dessa forma, a instituição de ensino incentiva a proatividade, o pensamento crítico, o foco para a resolução de problemas, a colaboração, a interdisciplinaridade, entre outros comportamentos, que inclusive são desejados pelas empresas atualmente.

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9. Investir em parcerias com empresas

As IES também podem estabelecer parcerias com empresas que priorizem os seus alunos como candidatos para quando abrirem vagas de estágio e trabalho em meio período. Assim, é possível aproximar os estudantes das organizações parceiras.

10. Garanta conteúdo de qualidade

Por fim, é importante que as instituições ofereçam o melhor conteúdo para os alunos estudarem durante a graduação com um amplo acervo de livros técnicos e acadêmicos de qualidade, atualizados, com informações confiáveis e de autores renomados.

Conte com a Minha Biblioteca

Para apoiar o ensino superior no Brasil na capacitação e empregabilidade de jovens profissionais, os reitores das IES podem e devem contar com uma plataforma de livros digitais, como a Minha Biblioteca.

Com catálogos segmentados em diferentes áreas do conhecimento, a Minha Biblioteca oferece os principais ebooks para os estudantes lerem, consultarem, estudarem e fazerem trabalhos acadêmicos.

O acervo de livros digitais possui obras revisadas e atualizadas e com fácil acesso a partir de qualquer notebook, tablet ou smartphone com internet. Ou seja, é muito mais praticidade para os alunos. Além disso, existem diversos recursos para otimizar a aprendizagem, como anotações, realces, marcador de página, busca de palavra-chave, modo revisão e outros.

Como resultado, a Minha Biblioteca auxilia na disseminação do conhecimento, na melhoria do aprendizado, no aperfeiçoamento e educação contínua de todos os universitários e jovens profissionais

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