A MB realizou o 3º Meetup de Biblioteca Digital com o tema “O Bibliotecário Tá On: Gestão da Informação e do Conhecimento na era da IA”. O evento online e gratuito ocorreu no dia 24/03/2026, para celebrar o mês do bibliotecário, comemorado em março.

Vivemos o que está sendo chamada de a “Segunda Onda da IA”, e para abordar como fica o papel do bibliotecário nesta nova era, Erik Adami, diretor comercial da MB, conduziu um debate em formato de videocast com 3 bibliotecárias experientes: Aline Oliveira (Bibliotecária na MB), Luciana Arjona (Gerente Executiva de Gestão Acadêmica do Insper) e Valéria Valls (Presidente do Conselho de Administração da SP Leituras). 

Acompanhe 8 mensagens relevantes transmitidas no evento:

1- A Inteligência Artificial (IA) trouxe velocidade para execução dos serviços e automação para as tarefas diárias, mas é necessário distinguir o uso social do uso profissional, que deve priorizar questões éticas. É nesse campo que os bibliotecários atuam. Embora os softwares de IA estejam cada vez mais populares, a supervisão humana é imprescindível. O bibliotecário tem competência para verificar a originalidade e veracidade das respostas geradas pela IA. É possível treinar a ferramenta a seu favor para melhorar a qualidade do trabalho.

2- Algumas Soft Skills necessárias para os bibliotecários trabalharem na atualidade são: pensamento crítico, comunicação, articulação, proatividade e autodesenvolvimento, entre outras. Em relação a competências, é interessante ler o documento “IFLA Guidelines for Professional Library and Information Science (LIS) Education Programmes”, da International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), que cita quais são indispensáveis.

3- Sobre a empregabilidade no setor, continuarão existindo vagas, mas provavelmente haverá mais oportunidades não tradicionais. Áreas que normalmente contratavam uma quantidade maior de profissionais, podem passar a ter equipes mais enxutas com a adoção de ferramentas de IA. No entanto, a automatização não é uma mudança profissional, mas sim em toda a sociedade. 

4- Os empregos vão acabar? Em cada salto tecnológico isso é questionado. As atividades operacionais tendem a ser automatizadas com a incorporação de tecnologias e pode sobrar mais tempo para o trabalho intelectual, para a interação com a equipe e com o usuário. A utilização da IA pelos bibliotecários no ambiente de trabalho, porém, vai depender do impacto que essa tecnologia tem na organização.  

5- Novas funções surgem para o profissional de biblioteconomia na era da IA, principalmente com a alta demanda informacional. A formação básica do bibliotecário é ser gestor da informação, mas isso não significa que ele precisa ter uma nova carreira. Ou seja, o bibliotecário não terá que virar programador. Para um uso eficaz, basta ter o conhecimento básico de como a ferramenta funciona. Além disso, nas empresas que usam IA em seus projetos, o bibliotecário poderá trabalhar em colaboração com profissionais da Tecnologia da Informação de forma multidisciplinar. 

6- As habilidades que o bibliotecário tem como: mediar o acesso à informação, saber padronizar, ter senso de organização e pensamento sistêmico são necessárias em diversas áreas e também podem ser aplicadas no mercado corporativo, por exemplo.

7- Lifelong learning (aprendizado contínuo): Com a quantidade de informações disponíveis nas mídias digitais, é importante estabelecer uma rotina para dedicar um tempo para consumir conteúdo de qualidade. A atualização profissional para acompanhar a evolução tecnológica deve ser contínua, então, lembre-se: assim como você não se formou bibliotecário da noite para o dia, também não dominará a IA repentinamente. Por isso, seja proativo, mas tenha paciência. 

8- Tenha em mente: o tempo é o seu principal ativo, por isso, como você o usa tem que estar conectado com o que você acredita! 

Conheça o perfil das bibliotecárias convidadas para o debate:

VALÉRIA VALLS

Formada em Biblioteconomia e Documentação, é Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela USP. Atualmente, é presidente do conselho de administração da SP Leituras (Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura). Ministra cursos e palestras em diversas instituições de ensino e oferece consultoria em projetos de gestão da informação, do conhecimento e da qualidade. É membro da comissão científica dos principais eventos do setor.

LUCIANA ARJONA

É bibliotecária formada pela USP, com MBA pelo Insper, onde construiu sua trajetória ao longo de 24 anos e, hoje, é Gerente Executiva de Gestão Acadêmica. Liderou a implementação colaborativa de um novo espaço da Biblioteca conectado às necessidades da comunidade, além da implantação do Centro de Dados e Inteligência Artificial e da estruturação da área de Pesquisa e suporte ao  Programas de Stricto Sensu. 

ALINE OLIVEIRA 

Bibliotecária pela UNESP, possui especializações em UX pela Universidade Anhembi Morumbi e em Arquitetura da Informação pela UNIFAI. Trabalhou nas bibliotecas da UNESP de Marília, da Universidade Anhembi Morumbi, e na biblioteca especializada do A.C. Camargo Cancer Center.

É bibliotecária na MB e seu trabalho envolve a catalogação, organização, curadoria e atualização dos conteúdos, garantindo qualidade e acessibilidade.

Para saber quais outros insights o evento apresentou, incluindo ferramentas que as bibliotecárias indicam para otimizar a rotina profissional, assista ao vídeo completo:

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