A Minha Biblioteca participou mais uma vez do CIAED (Congresso Internacional ABED de Educação a Distância), evento organizado pela ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), que ocorre anualmente, sendo sediado em diversas cidades do país. A edição deste ano ocorreu em João Pessoa, na Paraíba, e o tema foi “Educação Digital, Híbrida e a Distância em Transformação”.
A MB foi patrocinadora do CIAED novamente e, em seu estande, abordou como consegue apoiar as IES na integração de conteúdos digitais às práticas pedagógicas na atualidade. Além disso, a programação do evento contou com a participação dos nossos porta-vozes.
Coordenamos uma mesa-redonda extremamente relevante com o tema: “Do PPC à experiência digital: integrando planejamento pedagógico, formação docente e acervo na jornada por competências”. O debate foi mediado por Adriano Girelli (Gerente de Acervo na Minha Biblioteca) e contou com especialistas no setor educacional, que também são nossos parceiros:
Eniel do Espírito Santo: professor-adjunto da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) no CETEC (Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas). É Doutor em Educação, com dois estágios de pós-doutorado, e organizador do livro “Competências digitais de professores e estudantes”, lançado pela EDUFBA.
Principais insights:
- A competência digital docente emancipatória não é meramente um treinamento técnico ou simplesmente domínio de recursos tecnológicos. É muito mais que isso: é o professor saber integrar na sua prática pedagógica todas as potencialidades que aqueles recursos possibilitam. É integrar conhecimentos, habilidades e atitudes.
- É preciso utilizar as tecnologias para emancipar e promover a autonomia e o protagonismo do estudante, relacionando com o compromisso, com a ética, com a justiça social e com inclusão. A competência emancipatória é aquela na qual se utiliza para formar sujeitos críticos, qualificar a prática docente e, sobretudo, dar sentido pedagógico ao uso das tecnologias.
- Baseado na experiência dos cursos EAD da universidade em que trabalha, os professores com maior nível de proficiência digital e que utilizam mais tecnologias, tem mais engajamento de alunos nas aulas.
“Se nós utilizássemos melhor as tecnologias, os recursos e as possibilidades do digital para fazer com que esses estudantes se sintam mais engajados e mais atraídos, nós podemos ter aulas mais estimulantes, e não aulas que sejam um velório, ainda que digital, né?.”
Ryon Braga: fundador da Rede Multiversa, consultor e palestrante que percorre o Brasil discutindo modelos educacionais, gestão estratégica e futuro da educação superior. É uma das vozes consideradas mais provocadoras do setor e tem levantado questões importantes sobre o mindset regulatório na gestão acadêmica.
Principais insights:
- Com a ascensão das tecnologias e inteligência artificial, o professor é convidado a estruturar o que o aluno vai fazer para aprender. Isso significa organizar um conjunto de atividades de elaboração e de aplicabilidade em que ele põe em prática o conhecimento que está sendo estudado, que não obrigatoriamente foi o professor que ministrou para ele.
- Há uma mudança no papel do professor. Se antes, ele tinha como objetivo preparar sua aula para ensinar, hoje é corresponsável pelo aprendizado. A questão é: o que fazer para cada um dos alunos aprender, e não como se preparar para ministrar o conteúdo.
- Para esta geração atual, o conteúdo das aulas precisa ter contexto, aplicabilidade e significado e, dentro dessa estrutura metodológica, usar a tecnologia e componentes digitais.
“Vamos entrar, por exemplo, no campo da própria Minha Biblioteca: ela nasceu no momento em que as pessoas colocavam lá para uma obrigação regulatória. ‘Ah, eu tenho que colocar um acervo, se o aluno vai consultar ou não, está lá, é obrigado, eu cumpri minha obrigação perante ao MEC, né?’. Hoje não, nós vivemos uma realidade onde esse rico conteúdo que é, sem dúvida, o melhor repositório e mais sofisticado de conteúdo que tem no Brasil, o da Minha Biblioteca, ele pode ser trabalhado em cada componente pedagógico estruturado dentro de uma disciplina, de um componente curricular, seja de um projeto, de forma a ser pensado em como eu desenvolvo cognitivamente, ou até mesmo aquela competência do aluno. Então, eu trago isso para um contexto de aplicabilidade que antes não existia nas estruturas educacionais e que, hoje, as instituições estão sendo pressionadas a fazer dessa forma.”
Renato Nascimento: Gerente de Eficiência Acadêmica da Afya, um dos maiores grupos de educação em saúde do Brasil. No seu dia a dia, lida com o desafio de traduzir o PPC (Projeto Pedagógico de Curso) em experiência de aprendizagem em escala, coordenando práticas e indicadores que integram dezenas de unidades e cursos.
Principais insights:
- Quando se fala de biblioteca digital, um ponto importante é deixar a ideia de simplesmente só cumprir os indicadores relacionados à bibliografia. Em relação ao PPC da Afya, se pensa nas competências que estão sendo construídas para formação do aluno, e a biblioteca vai ser uma parte predominante naquilo que se vai pensar.
- Antes, o pensamento era construir o plano de ensino primeiro e depois procurar os livros que poderiam se conectar. Hoje, é entendido quais são as competências necessárias e identificadas nos livros que estão dentro do catálogo.
- Os dados da plataforma da Minha Biblioteca, como acessos da bibliografia básica, mostra se o aluno está fazendo a busca por conteúdos relacionados à atividade que está sendo desempenhada em sala de aula. Essas informações oferecem um trabalho preditivo interessante sobre engajamento. Um aluno engajado participa de todas as etapas de conteúdo e dos objetos de aprendizagem que são colocados à disposição dele. Obviamente, tem que ser precedido do professor engajado, pois é a inspiração desse aluno. Se a referência bibliográfica aparecer somente no último slide da aula, o aluno não verá sentido em buscar por esse conteúdo.
“Hoje, como em todos os grandes grupos, a gente utiliza muito das plataformas digitais e de vários objetos de aprendizagem. Nas disciplinas que lá nós chamamos de disciplinas híbridas, que são aquelas que têm conteúdo presencial e conteúdo assíncrono com o aluno, a gente tem vários objetos de aprendizagem e a gente, obviamente, tem que pensar conteúdos que tenham relação, que possam ter, obviamente, os conceitos comuns em todas as unidades da Afya, mas que eles deixem margem à aplicabilidade dentro das questões locorregionais.”
A MB também esteve em outros momentos da programação do CIAED. No último dia de congresso, Erik Adami (Diretor Comercial da MB) e Marcos Ota (Diretor de Inovação da MB) participaram da Rodada de Negócios, com o tema “Plataforma de livros digitais integrada ao ecossistema educacional para o ensino presencial, híbrido e a distância.”
Marcos Ota (Diretor de Inovação da MB) também palestrou sobre “Do acervo digital à estratégia acadêmica: caminhos para fortalecer o ensino e a aprendizagem na educação superior em transformação”. Durante a apresentação, ele contou novidades sobre a plataforma da Minha Biblioteca em primeira mão que, em breve, serão divulgadas para todo mercado.
Para a Gerente de Marketing da MB, Lívia Pinheiro, fazer parte do CIAED foi muito relevante, principalmente neste período de transformação no ensino superior.
“A presença da MB no evento está totalmente conectada a esse movimento do mercado educacional. A MB tem tudo a ver com EAD, porque EAD sem biblioteca digital não faz sentido. Neste atual cenário de adaptação ao Novo Marco Regulatório, a MB consegue auxiliar as IES não só com o acervo digital, mas também com o plano de contingência, com a comprovação de engajamento dos estudantes e com o suporte acadêmico. É importante mostrarmos para todas as instituições como podemos apoiá-las diante das mudanças no ensino superior”, afirma.
31° CIAED
O CIAED se destaca por reunir educadores, pesquisadores, gestores, profissionais e estudantes de todo o mundo. A edição deste ano ocorreu entre 27/04 e 30/04, em João Pessoa, na Paraíba.
A programação ofereceu plenárias, diálogos e debates, mesas-redondas, palestras, trabalhos científicos e pôsteres, minicursos, encontros, EaD Talks, podcasts e apresentações institucionais, Rodadas de Negócios, Demos e o lançamento do Hackathon do CIAED. O evento contou também com a Expo-EaD, tradicional feira de produtos e serviços para a educação digital, híbrida e a distância, que reúne empresas e instituições.
Também houve plenárias internacionais, com especialistas de diversos países, que abordaram temas estratégicos como inteligência artificial e o futuro da aprendizagem digital; formação de professores; pesquisa e publicação acadêmica na área; e desafios da educação digital na América Latina.
