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Veja nossas entrevistas sobre biblioteca digital e o futuro da biblioteconomia

Veja nossas entrevistas sobre biblioteca digital e o futuro da biblioteconomia

Um pouco antes do 27º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 2017 (CBBD), em Fortaleza-CE, fizemos entrevistas com algumas bibliotecárias e estudantes da área a respeito da biblioteca digital no contexto atual, ou seja, em meio a tantas tecnologias disponíveis e mudanças envolvendo comportamento na web, novas necessidades e exigências que não existiam há alguns anos. Além disso, questionamos o futuro da biblioteconomia.

No evento, tivemos a chance de entrevistar Gabriela Pedrão, graduada em Ciências da Informação e Documentação na USP de Ribeirão Preto e pós-graduanda na Unesp de Marília, além de youtuber do canal “É o último, juro”; e Leonilha Maria Brasileiro Lessa, bibliotecária-chefe da Unifor.

Abaixo, trouxemos a entrevista com as profissionais acima, além do nosso bate-papo com a estudante de biblioteconomia na UFRGS, Paula Danielli Machado, que atualmente trabalha na Biblioteca Central da PUCRS como auxiliar de biblioteca; e Adriana Oliveira, integrante do SIBI (Sistema Integrado de Bibliotecas) da UFJF.

Entrevistas sobre biblioteca digital e o futuro da Biblioteconomia

1- Sua instituição de ensino possui biblioteca digital? 

Paula Danielli Machado: Sim. As duas instituições que costumo frequentar possuem biblioteca digital.

Adriana Oliveira: Sim.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: Sim. Investimos muito em conteúdos digitais, tanto os comprados como a própria produção da universidade, inclusive com treinamentos para alunos, professores e funcionários. Temos a preocupação de incluir esses títulos na bibliografia básica e complementar dos cursos, com pelo menos duas obras digitais.

Gabriela Pedrão: Sim, tanto a USP de Ribeirão Preto quanto a Unesp.

2- Qual o papel da bibliotecária na era digital?

Paula Danielli Machado: o papel do bibliotecário na era digital é o de auxiliar o usuário a encontrar o que necessita neste vasto ambiente que é a internet, onde há um grande volume de informações, e que, na maioria das vezes, as pessoas não conseguem localizá-las ou filtrá-las.

Adriana Oliveira: coletar, organizar, disseminar e intermediar o acesso à informação digital.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: como temos uma biblioteca totalmente automatizada desde 1990 e, em 1995, inserimos a opção de renovação de livros via internet, já estamos adaptados às demandas da era digital há muito tempo. Então, esse profissional precisa conhecer as tecnologias e saber usá-las a favor dos alunos. Além disso, os bibliotecários têm o papel de analisar os livros digitais na plataforma e verificar se atendem as bibliografias das disciplinas; também é importante saber o potencial dessas obras para uso futuro.

Gabriela Pedrão: para mim, o papel da bibliotecária no ambiente físico e digital é o mesmo, o que é muda é o meio de acesso aos livros acadêmicos. É importante que as universidades se preparem para oferecer esses conteúdos digitais com qualidade e que haja sim esse serviço. Infelizmente, ainda há profissionais resistentes a essa tecnologia. Fora isso, também falta divulgação do acervo. Muitos alunos desconhecem as obras por conta disso.

3- Como você lida com as novas tecnologias na área da Biblioteconomia?

Paula Danielli Machado: assim como o mundo está em constante transformação, a área da biblioteconomia também precisa se atualizar. É preciso ter a mente aberta às novas tecnologias, principalmente àquelas que auxiliam a recuperação de informações e que sejam úteis ao usuário.

Adriana Oliveira: as novas tecnologias de informação e comunicação já estão inseridas no dia a dia dos bibliotecários. É impossível hoje em dia não estar conectado a elas no fazer biblioteconômico.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: as novas tecnologias fazem parte do meu dia a dia, ou seja, respiramos isso na Unifor. Estamos sempre acompanhando as tendências, para melhorar ainda mais a experiência dos alunos e pesquisadores.

Gabriela Pedrão: o bibliotecário precisa saber usar as mídias digitais a favor da biblioteca e da própria profissão, com foco na integração de serviços, de pessoas e das práticas antigas com as mais novas. É importante pensar a biblioteca como um espaço cultural.

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4- Como você enxerga o futuro de sua profissão?

Paula Danielli Machado: diferente de várias pessoas que veem o fim da profissão de bibliotecário, na minha visão ela ainda é muito importante. Não são todas as profissões que trabalham com informação, seja catalogando, disseminando e a localizando.

Adriana Oliveira: penso que bibliotecários precisam estar mais atentos às exigências, necessidades do mercado e da nova geração de nativos digitais, que são os atuais usuários de bibliotecas, oferecendo produtos e serviços que sejam do seu interesse e que realmente atendam suas demandas, como informação acessível e sempre disponível em qualquer lugar e em qualquer suporte.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: os nossos bibliotecários já são os profissionais do futuro, com foco em busca integrada. Esses bibliotecários dominam a grande maioria dos recursos tecnológicos disponíveis, possuem competência informacional e sabem levar conhecimento para outras pessoas. Na Unifor, o futuro é o presente.

Gabriela Pedrão: é importante se voltar para a comunidade, identificar o que ela precisa e oferecer o que não é oferecido, combinando com serviços diferenciados que agregam valor. Além disso, o profissional deve saber criar oportunidades dentro do ambiente em que atua e ao seu redor.

5- Qual a importância das bibliotecas digitais no ambiente universitário? 

Paula Danielli Machado: a facilidade de acesso às informações sem precisar estar dentro do prédio da biblioteca. Com o uso de Proxy, pode-se ter acesso ao acervo de determinada instituição de ensino em casa e nas horas em que a biblioteca física não está aberta ao público. É uma vantagem também aos usuários que não moram perto da instituição e precisam de determinado livro e não podem se deslocar.

Outro ponto que percebo é quando o exemplar físico da biblioteca encontra-se emprestado. Ter a obra no formato digital é um apoio até que a obra emprestada retorne à biblioteca.

Adriana Oliveira: fundamentais na era em que vivemos.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: as bibliotecas digitais são fundamentais, especialmente pela praticidade que esses conteúdos propiciam. 

Gabriela Pedrão: 

6- Para você, a biblioteca física universitária necessita de complemento ou extensão digital? Por quê?

Paula Danielli Machado: é importante ter o complemento digital. Os livros online são fornecidos com mais rapidez do que os físicos. A compra de exemplares impressos tende a ser mais demorada para a disponibilização ao usuário (com relação ao preparo da obra: tombamento, carimbo, colocação de etiqueta, inserção no catálogo), enquanto que o digital o acesso é quase imediato. O livro digital também pode ser um apoio quando o exemplar físico estiver emprestado, o usuário tem a opção de utilizar a versão digital até a obra impressa ser devolvida à biblioteca (caso ainda necessite).

Adriana Oliveira: a biblioteca digital é uma extensão da biblioteca física com certeza. Em uma época de informação disponível de forma abundante em sites, blogs e mecanismos de buscas, a biblioteca digital oferece à comunidade universitária grande quantidade de conteúdo confiável, relevante, de qualidade e acessível a qualquer hora e em qualquer suporte.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: sim, uma complementa a outra, mas acredito que a biblioteca física tende a diminuir o crescimento. O aluno, hoje em dia, prefere a praticidade do livro digital.

Gabriela Pedrão: sem dúvida, a biblioteca digital funciona como um complemento da biblioteca física, além de facilitar os estudos e as pesquisas dos estudantes.

7- Qual o problema mais frequente em uma biblioteca física universitária? O acervo digital ajudaria a saná-lo?

Paula Danielli Machado: é quando todos os exemplares de uma obra são emprestados e há uma grande demanda pelo título. Ter uma versão digital poderia ajudar o usuário, sem precisar esperar o exemplar ser devolvido.

Adriana Oliveira: horário de funcionamento – bibliotecas universitárias físicas funcionam em média 12 horas por dia, de segunda a sexta. Biblioteca digital encontra-se disponível 24 horas por dia e 7 dias por semana.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa: o problema mais frequente é a questão do empréstimo do livro e a fila de espera. No digital, isso não existe, todos os alunos podem ler as obras simultaneamente com outros colegas.

Gabriela Pedrão: um dos maiores desafios é a divulgação do acervo, além de oferecer o acesso a essa plataforma de livros digitais de maneira que os alunos realmente se engajem a usar.


Caso queira saber mais sobre biblioteca digital e o futuro da biblioteconomia, confira nossa lista de posts do blog!

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